Marco Silva acredita que muitas pessoas ainda não percebem o verdadeiro impacto das beatas no chão. Por serem pequenas, acabam muitas vezes ignoradas, mas acumulam-se em passeios, jardins, paragens de autocarro e junto das escolas, deixando o bairro mais sujo e menos agradável para todos.
Durante a conversa, Marco explica que este é um dos lixos mais comuns nas ruas e também um dos mais difíceis de limpar. Muitas vezes as pessoas atiram a beata para o chão de forma automática, sem pensar que ela pode demorar vários anos a desaparecer e acabar por contaminar espaços públicos e linhas de água.
Para Marco, mudar esta realidade começa com pequenos gestos e com mais consciência no dia a dia. Defende que os jovens podem ajudar a dar o exemplo, chamar a atenção para este problema e mostrar que cuidar do bairro também passa por respeitar os espaços onde todos vivem. Segundo ele, um bairro mais limpo transmite mais respeito, mais segurança e uma melhor imagem para quem cá mora ou visita Marvila.
No final, deixa uma mensagem simples mas importante: às vezes o lixo mais pequeno é aquele que cria os maiores problemas quando ninguém faz nada para o evitar.
Mais cinzeiros podiam evitar lixo espalhado pelo bairro. Marco refere que existem poucos locais próprios para colocar beatas. A falta de cinzeiros junto aos caixotes do lixo acaba por facilitar que muitas pessoas escolham o chão. Na sua opinião, instalar mais cinzeiros no bairro poderia ajudar bastante a reduzir este problema.
Para o Marco, os jovens têm capacidade para sensibilizar outras pessoas através de campanhas, atividades e mensagens simples mas fortes. Pequenos slogans e ações podem fazer com que as pessoas pensem duas vezes antes de deitar uma beata no chão.
“Beatas na rua não deviam ser normais.”
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